“Y – O último homem”:
Conta em 10 publicações (até agora no Brasil foram publicadas nove, a décima prevista para esse mês) a história de um mundo quase que
pós apocalíptico, onde uma praga que ninguém
sabe de onde veio mata todo ser que tenha o cromossomo Y (quando falo todo ser é todo MESMO: humano, animal, vegetal e até esperma) e as consequências
que isso trás ao mundo (além da óbvia extinção u.u).
O que ninguém sabe (ou
quase ninguém) é que misteriosamente ainda há dois sobreviventes
dessa praga: Yorick Brown – um jovem inspirante a
ilusionista formado em Letras e apaixonado pela namorada – e Ampersand – seu macaco
de estimação.
Então começa a saga onde
Yorick e seu macaco tentam continuar vivos, já que ser o único
homem em um mundo de mulheres
não é algo que pareça seguro, sendo vítima de constantes ataques (do assédio sexual ao homicídio)
eles esperam descobrir quem matou todos os homens e por que apenas eles sobreviveram.
E claro, salvar o planeta. Mas não completamente sozinhos, duas personagens os seguem (ou seriam os levam?) para todos os lados a Agente 355 - uma ex-combatente de uma organização secreta - e Dra. Alison Mann - engenheira celular que espera utilizar seus conhecimentos para trazer os homens de volta ao planeta.
É uma história totalmente original e que a cada capítulo surpreende mais. Uma das coisas que mais me chama atenção é como as mulheres se portam diante da praga... Diante das diversidades elas tem de aprender ações que antes eram feitas apenas por homens e se veem em grande dificuldade ao conseguirem a tão sonhada igualdade entre os sexos (mesmo que essa tenha vindo com a erradicação de uma das partes u.u), sem falar que maldades que eram tratadas como "do homem" continuam as mesmas, ou piores como: máfias, milícias, guerras civis, corrupção, brigas políticas e um grupo que pretende acabar (da forma mais drástica possível) com qualquer tipo de culto ao sexo masculino - chamadas "Amazonas".
E essas são apenas algumas das coisas que Yorick e seu grupo tem de enfrentar para cumprir sua missão... Ou missões, tendo em vista que salvar o mundo não é a única coisa que passa pela cabeça de nosso herói.
Publicado pela Vertigo,
com roteiros de Brian K. Vaughan não teria como a série não ser um
sucesso, o cara é um dos
principais nomes da ficção científica contemporânea ( foi
roteiristas de uns 9 episódios de Lost) – O
cara é fera! - e para dar o ar feminino a coisa, já que estamos
falando de um HQ onde as mulheres dominam
o mundo, os desenhos são de Pia Guerra, que também dá alguma
ajuda no roteiro – outro
trabalho desta desenhista (tenho que falar, amo os desenhos que
ela coloca entre um capítulo e outro!)
é a minissérie de Dr. Who (Ed. IDW) e uma curiosidade, ela é
casada com o roteirista dos gibis de Simpsons, Ian Boothby.
Parabéns JK Moraes pelo seu primeiro post!
ResponderExcluirkkkkkkkkkkkkk tem que rir ctg
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